Da cabeceira do doente a Silicon Valley
BIQ Health Solutions reforça competências em IA para melhorar as soluções de saúde Há uma pergunta que hoje se coloca […]
BIQ Health Solutions reforça competências em IA para melhorar as soluções de saúde
Há uma pergunta que hoje se coloca a qualquer empresa de tecnologia: o que fazer com a inteligência artificial? Na BIQ Health Solutions, a resposta começa por uma convicção simples: antes de levar a IA aos hospitais, é preciso aprender a usá-la bem dentro de casa. Não basta conhecer as ferramentas. É necessário compreender o seu potencial, reconhecer os seus limites e desenvolver competências para transformar inovação em valor para os clientes.
Foi com esse espírito que Jorge Alves, CEO, e João Mendes, CIO, participaram no GSI AI Frontier 2026, entre 28 de setembro e 2 de outubro, em São Francisco e Silicon Valley. Promovido pela Global Strategic Innovation, em parceria com a LBC, o programa executivo conta com mais de 50 edições e reúne grupos restritos de 15 a 20 líderes empresariais com quem está a construir o futuro da IA.
Conhecer, experimentar e executar
Durante cinco dias, a agenda passou pela Google DeepMind, pela Universidade de Stanford, pela AWS, pela Perplexity, pela LangChain e pela Sierra, entre outras organizações. Incluiu dois dias na The AI Conference, um dos maiores encontros mundiais de IA aplicada, com mais de 5.500 participantes e oradores da OpenAI, da Anthropic, da Google, da Microsoft e da Meta.
Mais do que conhecer tecnologias, o objetivo foi perceber como aplicá-las. O percurso começou pela estratégia e pela identificação dos problemas que vale a pena resolver. Passou pelo funcionamento dos grandes modelos de linguagem e dos agentes e chegou à execução: transformar projetos-piloto em soluções que funcionam diariamente, medir adoção e impacto e assegurar uma governação responsável.
Cada participante trabalhou num desafio concreto da sua organização, através do Capstone AI Blueprint. Desse exercício resultou um plano de ação para os próximos 12 a 18 meses, com prioridades, métricas e um modelo de implementação.
A inovação começa dentro de casa
Das conversas em Silicon Valley emergiram mensagens claras. A IA está a evoluir das ferramentas de conversação para agentes capazes de executar tarefas completas com alguma autonomia. Mas passar da experimentação à produção continua a depender das pessoas, dos processos e da qualidade dos dados, não apenas da tecnologia.
Outra ideia repetiu-se: as organizações mais bem-sucedidas começam por aplicar a IA ao seu próprio trabalho. Aprendem, avaliam resultados e só depois levam esse conhecimento aos clientes. Confiança, governação e medição são partes essenciais desse caminho.
Para a BIQ Health Solutions, foi a confirmação da orientação do BIQHS Inside AI, o projeto de integração da inteligência artificial no quotidiano da empresa.
“Fomos com muitas perguntas e voltámos com uma certeza: estamos alinhados com aquilo que as organizações mais maduras estão a fazer”, afirma João Mendes. “Ouvimos repetidamente que a IA não se compra, aprende-se. Que é preciso começar por dentro, medir, corrigir e só depois escalar. É exatamente isso que estamos a fazer com o BIQHS Inside AI.”
Mais competências, melhores soluções
O projeto assenta em dois objetivos complementares. O primeiro é tornar o trabalho interno mais eficiente, explorando o potencial da IA no desenvolvimento de software, no suporte a clientes, na documentação técnica e na gestão de projetos. Libertar tempo nestas áreas significa criar condições para dedicar mais atenção ao trabalho que exige conhecimento, experiência e capacidade de resposta às necessidades dos hospitais.
O segundo é aprofundar competências: perceber o que as ferramentas fazem bem, onde falham, que riscos apresentam e em que condições merecem confiança. Na saúde, essa aprendizagem é indissociável da responsabilidade de desenvolver tecnologia para quem cuida de pessoas.
“Trabalhamos com hospitais. Não podemos entregar aos nossos clientes uma tecnologia que nós próprios ainda não dominamos”, sublinha João Mendes. “É dentro de casa que vamos aprender, errar e ganhar a experiência necessária para, mais tarde, a IA chegar às nossas soluções com a segurança que os doentes merecem.”
Esta abordagem coloca a melhoria contínua no centro da inovação. O objetivo não é acrescentar IA às soluções apenas porque a tecnologia está disponível, mas preparar a organização para a integrar onde possa trazer valor, com conhecimento e responsabilidade.
Um caminho com continuidade
As conclusões estão agora a ser partilhadas com as equipas. O plano desenvolvido em Silicon Valley será integrado no roteiro do BIQHS Inside AI, com prioridades definidas, métricas de acompanhamento e uma aposta forte na formação.
A ambição é que cada pessoa utilize a IA de forma útil e responsável e que esse conhecimento acumulado contribua, progressivamente, para melhorar as soluções disponibilizadas ao mercado e o apoio aos profissionais de saúde.
É este trabalho consistente, entre aprendizagem e aplicação prática, que prepara a empresa para responder à evolução das necessidades dos seus clientes.
Mudam as ferramentas, aprofundam-se as competências e abrem-se novas possibilidades. O propósito mantém-se: usar a tecnologia para proteger as pessoas.
